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Publicado em 26 de agosto de 2014

Caramujo gigante africano traz riscos à saúde

Trazido ao Brasil na década de 80 para ser vendido como escargot, o caramujo gigante africano tornou-se praga no Brasil. Após serem rejeitados pelo mercado, eles foram abandonados e se proliferaram em jardins e quintais. No Rio de Janeiro, o governo chegou a indenizar pelo quilo de caramujo recolhido, tamanha foi a infestação.

O caramujo africano possui conchas de 15 a 20 centímetros de altura e 10 a 12 de comprimento, de cor marrom-escura com listras esbranquiçadas desiguais e um pouco em ziguezague. Eles podem pesar até 400 gramas e pôr até 200 ovos a cada dois meses. Geralmente alimentam-se de verduras, legumes, vegetais. São resistentes a frio e seca.

Qual é o risco?

A presença dos caramujos africanos deve servir de alerta para doenças e problemas de saúde. Além de ter se tornado praga agrícola, ele é hospedeiro de dois parasitas causadores das doenças angiostrongilíase abdominal, que pode matar por hemorragia ou infecção, e angiostrongilíase meningoencefálica, que afeta o sistema nervoso central. Os micro-organismos estão presentes no muco liberado pelo molusco.

Como evitar contaminação?

A orientação é evitar contato do molusco com a pele. Apenas isso pode levar à contaminação. Também é recomendável que frutas, verduras e legumes sejam bem lavados e examinados antes do consumo. Caso haja qualquer indício da presença do caramujo, os alimentos devem ser descartados.

Como encontrar um caramujo gigante?

Por serem moluscos, eles têm preferência por locais úmidos e sombreados. Geralmente ficam em cantos de muros, paredes sombreadas, locais com acúmulo de materiais, lixo, entulhos. Outro criadouro para caramujos são tijolos, por causa dos furos, e materiais acumulados e empilhados.

O que fazer quando detectar a presença?

Ao encontrá-los no quintal ou na horta e forem em pequena quantidade, pode ser feita a coleta manual. Mas cuidado! O manuseio deve ser feito utilizando luvas descartáveis para que ele não entre em contato com a pele.

Para evitar riscos, você pode contratar empresas especializadas que farão a coleta manual dos caramujos ou o extermínio utilizando iscas. Estes produtos são tóxicos, porém não exigem grande tempo de isolamento do local.

No caso de coleta manual, os caramujos devem ser colocados em dois sacos plásticos e suas conchas devem ser quebradas. Depois disso, devem ser colocados em covas de 80 cm de profundidade e cobertos de cal. A cova deve ser feita em local seguro (longe de hortas, cisternas, poços e outros locais nos quais possam ocorrer contaminações). Em caso de dúvida sobre o local, você pode contar com o auxílio dos órgãos responsáveis pelo controle de pragas e zoonoses. Outra opção é colocá-los em recipientes com tampa (com as conchas quebradas) e queimá-los.

Conte com profissionais especializados para este serviço e fique tranquilo. Cuidar de sua saúde é primordial!

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