Conheça nosso Blog
Publicado em 29 de julho de 2016

Linha do tempo: a história dos inseticidas

Problemas com insetos não são algo recente na história da humanidade. Você já se perguntou de onde vieram e qual é a história dos inseticidas? Ou como as antigas civilizações lidavam com o transtorno das pragas em suas plantações? E como chegamos até os produtos que usamos hoje para controle de pragas, ou até mesmo para proteger a nossa casa no dia a dia?

Para todos os curiosos de plantão, a Insect Bye desvenda esses segredos!

história dos inseticidas

A história dos inseticidas

Povos antigos já utilizavam inseticidas

O primeiro capítulo da história dos inseticidas vem dos tempos antes de Cristo. Há registros de que povos da Grécia, China e Suméria já utilizavam certos sais inorgânicos para combater insetos em suas lavouras. Em escritos gregos e romanos que datam de mais de 3.000 anos atrás, o uso de produtos químicos como o arsênico ou enxofre, por exemplo, já eram citados como um meio de controlar tais pragas.

Já os chineses utilizavam compostos orgânicos naturais como o que é obtido das flores do crisântemo (a piretrina), há mais de 2.000 anos. Nos primórdios do século XIX, eles já utilizavam uma mistura de arsênico e água como inseticida, além de deterem o conhecimento sobre uma vasta gama de venenos potentes para a maioria dos vertebrados e invertebrados.

Os povos do deserto optavam por utilizar o piretro (flor da família do crisântemo) como repelente de moscas, mosquitos e piolhos, pendurando feixes dessa flor em suas tendas, ou utilizando o pó sobre os grãos da colheita.

Final do séc. XIX – o Verde Paris, e o início do uso oficial de pesticidas

A comercialização oficial de pesticidas começou nesse período, quando alguns sais inorgânicos passaram a ser vendidos para exterminar algumas espécies de besouros que comprometiam plantações de batatas. Contudo, a maioria desses produtos era tóxica não apenas para os insetos, mas também para o ser humano, como era o caso do Verde Paris.

Verde Paris era o nome comercial de um composto feito à base de arsênico e cobre. Ele foi o primeiro pesticida sintético inorgânico, porém, já havia sido descoberto em 1818. A partir de 1814 ele passou a ser comercializado como um pigmento para tintas – entretanto, após a morte de vários pintores, e da atribuição da causa das mortes por envenenamento devido ao uso desse composto, o Verde Paris deixou o mundo da arte e passou a ser utilizado contra pragas.

Em 1900 o Verde Paris era utilizado em tão larga escala que o governo dos Estados Unidos foi obrigado a estabelecer a primeira legislação sobre o uso de inseticidas. Anos depois, esse composto foi banido oficialmente do país, devido à sua alta toxicidade para os mamíferos.

Nessa mesma época, outros compostos como a Mistura Bordeaux (ou Calda Bordalesa) e um pó contendo mercúrio também passaram a ser bastante utilizados como fungicidas, tratamento de sementes e controle de algumas doenças nas plantações. Foi um período da história dos inseticidas marcado pelo uso de diversos produtos tóxicos e perigosos para a saúde.

Primeira Guerra Mundial – o primeiro inseticida orgânico e novas descobertas

Em 1932, com o desenvolvimento do Lethane 384, o primeiro inseticida orgânico, inicia-se o segundo período da história dos inseticidas. Justamente nessa época, não apenas os compostos em si foram aprimorados, bem como os equipamentos de aplicação desses produtos sofreram mudanças inovadoras.

A Primeira Guerra Mundial, no final da década de 30, foi um fator importante nessa linha do tempo. O desenvolvimento de agentes nervosos, mais letais, serviu para substituir o uso de agentes químicos. E, com isso, inúmeras pesquisas e diversas descobertas foram feitas nessa área.

Segunda Guerra Mundial – a descoberta do DDT

Cientistas e companhias químicas descobriram uma nova classe de ésteres organofosforados altamente letais – agentes nervosos ainda mais tóxicos do que os descobertos durante a Primeira Guerra Mundial. Alguns desses compostos descobertos passaram a ser utilizados como inseticidas.

Nessa época, o DDT se destacou. Ele foi o pesticida com maior relevância para a História, devido ao impacto que provocou na agricultura, no meio ambiente, e na saúde do homem.

Apesar de ter sido sintetizado pela primeira vez em 1874, a descoberta da atividade inseticida do DDT aconteceu somente durante a Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, foi utilizado principalmente para matar piolhos que atacavam as tropas nas trincheiras, mas após a guerra passou a ser usado contra os insetos que assolavam as produções agrícolas e, em seguida, contra insetos que transmitiam doenças.

Ele foi amplamente comercializado na década de 60, pois se mostrou eficiente contra uma grande variedade de insetos. No entanto, com o passar dos anos, os efeitos de seu uso prolongado surgiram, expondo os perigos que o uso indiscriminado e sem precauções dessa substância podem oferecer.

E os inseticidas hoje?

Hoje, sabemos que o uso de pesticidas podem apresentar sérios efeitos para o homem e a natureza. Um exemplo é a resistência cada vez maior dos insetos aos inseticidas.

Por esta razão, vale lembrar: o serviço de dedetização deve ser realizado apenas por profissionais que possuem expertise para lidar com tais substâncias, além de serem capazes de acabar de vez com o problema das pragas. Para isso, conte com a Insect Bye.

Links úteis:

dedetização RJ; dedetizadora; descupinizaçãodesratização.

CategoriasPosts RecentesTags